Arquivo de 31 de janeiro de 2013

NOVA REGRA PARA CONSIGNADO CONTINUA INDEFINIDA

O governo decidiu fazer mudanças no crédito consignado destinado a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O objetivo é baixar os juros desse tipo de financiamento, que é descontado diretamente da aposentadoria ou pensão.

Essas alterações foram aprovadas há três meses, em outubro do ano passado, mas há divergências sobre como elas serão aplicadas e ainda não saíram do papel.

As medidas, elaboradoras pelo Ministério da Previdência em conjunto com o INSS e o Banco Central, colocam regras na atuação dos prestadores de serviços que oferecem crédito para os consumidores, conhecidos como “pastinhas”.

Com as novas regras, a remuneração que os bancos pagam a esses intermediários ficaria limitada a 10% do valor do empréstimo.

Além disso, essa remuneração deixaria de ser paga de uma só vez. Ela passaria a ser mensal, distribuída durante todo o período de validade do contrato. Caso a dívida seja quitada antecipadamente ou transferida para outro banco, o profissional deixaria de receber a remuneração.

Corte de comissões deve reduzir custos, diz governo Para o Ministério da Previdência Social, a limitação do pagamento feito aos “pastinhas” vai permitir que os bancos cortem os juros dos financiamentos, uma vez que vão gastar menos com o pagamento feito aos intermediários.

O ministério também diz que as medidas vão fazer com que o assédio que os prestadores de serviços fazem sobre os aposentados, o que tem contribuído para o endividamento excessivo, diminua.

O secretário-geral da Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Cobap), Luiz Legnani, diz que a entidade defende mudanças no consignado há pelo menos dois anos.

“Recebemos muitas reclamações de idosos que se sentem lesados por esses financiamentos. Existem ‘pastinhas’ que captam clientes de casa em casa.”

Para ele, a medida pode mesmo resultar na queda de juros. Atualmente, a taxa máxima cobrada pelos bancos, definida pelo INSS, é de 2,14% ao mês.

“Depois da redução da Selic, os bancos, principalmente os públicos, reduziram as taxas. Hoje é possível pedir empréstimo consignado com juros de 0,75% ao mês. Mas outros bancos ainda cobram perto do limite”, diz Legnani.

Para entidade, medidas não devem ter efeito prático O presidente da Associação Nacional das Empresas Promotoras de Crédito e Correspondentes (Aneps), Edison Costa, não acredita que a resolução vá ajudar na queda dos juros. A Aneps representa vendedores e correspondentes bancários.

Segundo Costa, os 10% de remuneração previstos na medida já são praticados pela maioria dos bancos. Alguns, no entanto, dão aos profissionais que conseguem atrair mais clientes um bônus, o que faz com que a comissão aumente.

“Existem vendedores inescrupulosos que tentam vender mais para receber mais comissão. A medida não vai resolver esse problema. Quem trabalha de forma irregular sempre vai arrumar uma forma de continuar atuando assim. O Ministério da Previdência, junto com o Ministério do Trabalho, deveria fiscalizar a atuação desses profissionais”, diz.

Costa também afirma que os bancos vão precisar de um prazo razoável para se adaptar às regras novas, que exigem atualização de sistemas.

A indefinição sobre o prazo é justamente a principal razão para as medidas ainda não estarem em vigor, apesar de já terem sido aprovadas em outubro do ano passado. Sobre esse assunto, não houve ainda acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), segundo a Previdência e a Cobap. Procurada, a Febraban não se pronunciou sobre o assunto.

5 dicas do Procon para contratar crédito consignado Veja a seguir orientações do Procon para quem vai fazer um empréstimo consignado:

O banco deve oferecer informações prévias sobre o valor financiado, a taxa mensal e anual de juros, impostos e periodicidade das prestações. Uma via do contrato deve ser entregue ao consumidor. A instituição financeira não pode exigir que o aposentado ou pensionista contrate outro serviço para ter acesso ao crédito consignado. Essa prática é uma venda casada, considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. O aposentado ou pensionista não deve assinar procuração para que pessoas desconhecidas obtenham empréstimo em seu nome. É preciso fazer uma avaliação cuidadosa do impacto que o empréstimo terá no orçamento. A mensalidade não pode ultrapassar 30% do valor do benefício (aposentadoria ou pensão). O consumidor deve desconfiar de ofertas que parecem vantajosas demais.

Fonte http://economia.uol.com.br/noticias - Aiana Freitas

BRADESCO TEM UM DOS MELHORES TRIMESTRES

Instituição foi a primeira dos grandes bancos a divulgar seu resultado em 2012

Primeiro dos grandes bancos a divulgar seu resultado no quarto trimestre de 2012, o Bradesco teve no ano passado seu melhor desempenho na história, com lucro contábil de R$ 11,3 bilhões. Trata-se do quarto melhor resultado do setor. Ainda assim, o resultado desagradou o mercado financeiro que apostava em um lucro ainda maior.

Para especialistas,  o spread  bancário – diferença entre os juros básicos da economia (Selic) e os juros cobrados por bancos – permanece muito elevado e permitiu tal resultado. Apontam ainda que os bancos privados estão compensando as reduções das taxas de crédito dos bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa – elevando a taxa cobrada por serviços, como a administração da conta corrente.

Com o anúncio – esperado, mas abaixo das projeções do mercado financeiro – as ações do Bradesco caíram mais de 3% na Bolsa de Valores de São Paulo ontem. Nesta terça-feira (29), as ações preferencias mantiveram a espiral de queda, desvalorizando-se 1,15%. No mercado, alguns fatores foram apontados como responsáveis pelo resultado inferior ao esperado, nenhum deles de responsabilidade do próprio banco: o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado e a alta inadimplência.

“Margens exorbitantes”

O spread caiu pela metade e ainda é a taxa mais alta do mundo Para o professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Samy Dana, o resultado explicita as “margens exorbitantes” de lucros que as instituições bancárias têm no Brasil. Ele destaca que há pouca concorrência no setor e a população tem pouca educação financeira, o que gera “ganhos oportunistas”.

“Todo resultado tem dois lados. No caso do setor bancário, quem paga a conta é a sociedade que tem de arcar com as taxas mais altas do mundo. O spread caiu pela metade e ainda é a taxa mais alta do mundo”, criticou.

A carteira de crédito do Bradesco, segundo dados do banco, cresceu 11,5%, frente a projeções entre 13% e 17%. Esse aumento ficou abaixo da média do país, de 16,7%, por conta das baixas taxas praticadas pelos bancos públicos e pela maior cautela do Bradesco nos financiamentos.

O presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse que este ritmo está adequado ao crescimento do PIB no ano passado. O professor de finanças do Ibmec, Nelson de Sousa, avalia que para compensar essa perda, houve aumento das taxas de serviços, como cobrança de tarifa, administração de uma conta e taxa para transferência.

“A redução da taxa básica de juros é um fato que tem sido compensado com mudança na tarifa de cobranças de serviços. De um modo geral, a atividade de crédito também deu uma travada. O PIB virá fraco e isso reflete no resultado e na diminuição dessa atividade”, destacou Sousa.

Inadimplência, spread e cheque especial

Segundo Dana, o negócio principal de um banco é emprestar e captar dinheiro. Para ele, querer apontar a inadimplência como causadora da redução da oferta de crédito e, por consequência, do lucro, é uma “desculpa”:

Se fala muito do Custo Brasil, mas pouco se fala do ‘Lucro Brasil’, essas margens exorbitantes de lucros “O banco não é obrigado a emprestar dinheiro para ninguém. Se ele empresta mais, ele precisa arcar com a inadimplência. É como um restaurante que cobra preços exorbitantes e alega que o preço é assim porque os funcionários desperdiçam comida. A inadimplência pode ser fruto de um sistema de crédito frágil, e o banco tem controle sobre isso”, afirmou Dana.

Para o professor da FGV-SP, é preciso diminuir o spread bancário, porque o juro real – taxa básica subtraída da taxa de inflação – não chega nem a 2%. “O problema é emprestar no cartão de crédito e no cheque especial e cobrar juros de 200% ao ano. É um mar que a ignorância reina e os bancos nadam de braçada. Isso só existe por falta de educação financeira. Se fala muito do Custo Brasil, mas pouco se fala do ‘Lucro Brasil’, essas margens exorbitantes de lucros que alguns setores da nossa economia têm”, disparou Dana.

Ele analisou ainda que a poupança rende um pouco mais do que 5% ao ano, enquanto o cheque especial tem juros de 9% ao mês. “Em um mês, cobra-se mais do que se leva um ano para ganhar. Cartão de crédito e o cheque especial ultrapassam 200% de juros ao ano, e são as duas modalidades mais utilizadas, segundo o Banco Central. Dever no cheque especial é um suicídio financeiro”, classificou.

Falta o BC disciplinar as taxas

Nelson Sousa ressalta que os números dos outros bancos também devem sair bastante favoráveis. Segundo ele, a política econômica do governo de reduzir os juros e ampliar o crédito com taxas menores não atrapalhou a rentabilidade das instituições privadas e, em certos aspectos, aumentou sua credibilidade.

Ele defende ainda que a diminuição acelerada das taxas de crédito em bancos públicos pode acabar caindo no bolso do contribuinte, enquanto os bancos privados preferem seguir passos mais seguros e “não cumprem meta sacrificando a rentabilidade”.

“A redução dos juros não é necessariamente ruim para os bancos, pois a compensação é feita em serviços, que são cobranças mais seguras. Cabe ao Banco Central disciplinar mais essa questão”, apontou.

Fonte Jornal do Brasil – Luciano Pádua

PAGAMENTO DE COMISSÕES DO AUMENTO SALARIAL

Como já informado previamente, as comisões referentes a contratos de AUMENTO SALARIAL só serão pagas com o FÍSICO RECEBIDO na Gsete.

Após a aprovação do contrato não perca tempo, envíe o físico!

Atenciosamente, a Diretoria.